Quando Nazaré da Mata
deu seu Inácio ao sertão
o passaporte político
de peso e honesta visão
Jesus abriu as cortinas
de quem plantava algodão
(Zé Tenório)
FALECIMENTO DO GRANDE CHEFE.
INÁCIO MARIANO VALADARES
.(João Monteiro de Lima)
O nordestino
soluça
Envolvido nos pesares
Que Pernambuco perdeu
Um dos vultos populares
Aviso neste prefácio
A falta que faz Inácio
Mariano Valadares.
No dia
quinze de dez
De 66 o ano
São José ficou vestido
Em negras faixas de pano
A morte sem piedade
Trancou a nossa cidade
No porão do desengano.
Nesta data
em São José
As nove horas do dia
Gemido soluço e pranto
Em toda rua se ouvia
O seu armazém fechado
O sino penalizado
Chorosamente batia.
Comparava
seu Inácio
O auriverde pendão
Da esperança do povo
Nascida no coração
Defensor da humanidade
E a chave da caridade
Conduzia em sua mão.
Padece todo
o comércio
Camponeses lavradores
Porque recebiam dele
Favores e mais favores
Essas almas enlutadas
Com as lágrimas derramadas
Dos olhos dos moradores.
Germinou o
sentimento
Morreu a nossa alegria
Na grande recordação
De quem contente vivia
Destruiu-se a fortaleza
Morrendo o pai da pobreza
Que o sertão possuía.
Gostava de
dar conselhos
E abominava tédio
Comenta a humanidade
Porque perdeu esse prédio
Não tem de quem se valer
Pobre agora vai morrer
Sem tomar mais um remédio.
Mundo novo,
Curralinho
São Vicente, Itapetim
Brejinho, Santa Tereza,
Tigre, Riacho e Bonfim
Tuparetama nos pede
Pra São José ser a sede
Do sentimento sem fim.
Obedecemos a
ordem
De Jesus Pai soberano
Embora que fira a alma
Do povo Pernambucano
O seu corpo a terra come
Mas fica vibrando o nome
De Inácio Mariano.
No dia do
seu enterro
Era grande a multidão
Chegava de todo canto
Jeep Rural Caminhão
Na rua o povo agrupado
Muitos no campo Sagrado
Já esperando o caixão.
Depois que o
caixão entrou
No portão do campo santo
Lamento, gemido, aí
Se ouvia por todo canto
Só era em que se falava
Dr. Cid acompanhava
Também enxugando o pranto.
O Dr. Cid
Sampaio
Fez um discurso bonito
A sua voz ecoava
Nas linhas no infinito
Por ser grande na tribuna
Falava sobre a coluna
De São José do Egito.
Professor Zé
Rabelo
Membro da educação
Falou que a
voz parecia
Estremecer o caixão
Quem foi bandeira de paz
Hoje seus restos mortais
Dormem debaixo do chão.
Setenta e um
anos e meses
Foi o tempo que viveu
Deixou o sertão de luto
Quando desapareceu
A morte fechou seus portos
Foi pra cidade dos mortos
Unir-se a quem já morreu.
Zé cordeiro
e Zé Paulino
Junto ao povo Tabirense
E Cícero Gomes lamenta
Tanto que não se convence
Júlio Cordeiro indeciso
Comentando o prejuízo
Do Vale Pajeuense.
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