Página usada para publicar informações relativas ao Memorial Usina de Algodão em São José do Egito.
13 maio 2026
Adeus à Nossa Guerreira
poemas pra Seu Inácio
Quando Nazaré da Mata
deu seu Inácio ao sertão
o passaporte político
de peso e honesta visão
Jesus abriu as cortinas
de quem plantava algodão
(Zé Tenório)
FALECIMENTO DO GRANDE CHEFE.
INÁCIO MARIANO VALADARES
.(João Monteiro de Lima)
O nordestino
soluça
Envolvido nos pesares
Que Pernambuco perdeu
Um dos vultos populares
Aviso neste prefácio
A falta que faz Inácio
Mariano Valadares.
No dia
quinze de dez
De 66 o ano
São José ficou vestido
Em negras faixas de pano
A morte sem piedade
Trancou a nossa cidade
No porão do desengano.
Nesta data
em São José
As nove horas do dia
Gemido soluço e pranto
Em toda rua se ouvia
O seu armazém fechado
O sino penalizado
Chorosamente batia.
Comparava
seu Inácio
O auriverde pendão
Da esperança do povo
Nascida no coração
Defensor da humanidade
E a chave da caridade
Conduzia em sua mão.
Padece todo
o comércio
Camponeses lavradores
Porque recebiam dele
Favores e mais favores
Essas almas enlutadas
Com as lágrimas derramadas
Dos olhos dos moradores.
Germinou o
sentimento
Morreu a nossa alegria
Na grande recordação
De quem contente vivia
Destruiu-se a fortaleza
Morrendo o pai da pobreza
Que o sertão possuía.
Gostava de
dar conselhos
E abominava tédio
Comenta a humanidade
Porque perdeu esse prédio
Não tem de quem se valer
Pobre agora vai morrer
Sem tomar mais um remédio.
Mundo novo,
Curralinho
São Vicente, Itapetim
Brejinho, Santa Tereza,
Tigre, Riacho e Bonfim
Tuparetama nos pede
Pra São José ser a sede
Do sentimento sem fim.
Obedecemos a
ordem
De Jesus Pai soberano
Embora que fira a alma
Do povo Pernambucano
O seu corpo a terra come
Mas fica vibrando o nome
De Inácio Mariano.
No dia do
seu enterro
Era grande a multidão
Chegava de todo canto
Jeep Rural Caminhão
Na rua o povo agrupado
Muitos no campo Sagrado
Já esperando o caixão.
Depois que o
caixão entrou
No portão do campo santo
Lamento, gemido, aí
Se ouvia por todo canto
Só era em que se falava
Dr. Cid acompanhava
Também enxugando o pranto.
O Dr. Cid
Sampaio
Fez um discurso bonito
A sua voz ecoava
Nas linhas no infinito
Por ser grande na tribuna
Falava sobre a coluna
De São José do Egito.
Professor Zé
Rabelo
Membro da educação
Falou que a
voz parecia
Estremecer o caixão
Quem foi bandeira de paz
Hoje seus restos mortais
Dormem debaixo do chão.
Setenta e um
anos e meses
Foi o tempo que viveu
Deixou o sertão de luto
Quando desapareceu
A morte fechou seus portos
Foi pra cidade dos mortos
Unir-se a quem já morreu.
Zé cordeiro
e Zé Paulino
Junto ao povo Tabirense
E Cícero Gomes lamenta
Tanto que não se convence
Júlio Cordeiro indeciso
Comentando o prejuízo
Do Vale Pajeuense.
10 maio 2026
breve histórico da luta pela usina
A antiga Usina de Beneficiamento de Algodão de São José do Egito, localizada no Sertão do Pajeú, carrega uma história rica, tanto no âmbito industrial quanto cultural. Construída durante o auge da produção algodoeira na região, a usina foi um marco de desenvolvimento econômico para a cidade e o Nordeste. Durante décadas, desempenhou um papel central no processamento do algodão, sendo um pilar da economia local até sua desativação.
No auge de suas atividades, a usina foi ainda palco de manifestações culturais, incluindo circo, teatro, cantorias e serestas, além de fornecer energia para a cidade através de um sistema termodinâmico, antes da construção da hidrelétrica de Paulo Afonso.
Após seu fechamento, o prédio ficou abandonado, mas sua importância cultural não foi esquecida. Na década de 1980, a artista, ativista e educadora Clene Valadares ocupou o espaço, criando a “Escola Usina de Algodão”, que oferecia cursos de línguas, artes, capoeira, além de uma escola maternal, uma biblioteca comunitária e um museu popular.
Durante a década de 1990, o espaço chegou a contar com o trabalho de uma funcionária municipal para a biblioteca comunitária da Usina, uma vez que a cidade ainda não tinha uma biblioteca pública, que seria fundada posteriormente.
Nos anos 2000, diante da ameaça de demolição pelo poder público municipal, a comunidade se mobilizou em defesa de sua preservação. O Conselho de Cultura do Estado foi acionado para intervir. A população de São José do Egito, conhecida como a "Terra da Poesia", assistia com tristeza à possível destruição de um edifício que representava uma memória viva de sua história econômica e cultural.
Foi nesse cenário que, em janeiro de 2007, surgiu o "I Festival Porta da Índia de Cultura Livre", realizado dentro da própria usina. Inspirado pelas ocupações contraculturais, o festival trouxe múltiplas linguagens artísticas, como música, teatro, poesia, cinema e artes visuais. O objetivo era não apenas celebrar a diversidade artística da cidade, mas também chamar a atenção para a preservação da usina como patrimônio histórico. A essência do festival estava enraizada em um senso de urgência, com o intuito de valorizar a história social e cultural daquele espaço ameaçado.
No ano seguinte, em janeiro de 2008, o festival retornou para uma segunda edição, ainda maior. A divulgação em programas televisivos, como o "Sopa Diário", trouxe maior visibilidade ao evento, atraindo caravanas de artistas e espectadores. O clima de efervescência cultural e sincronia criativa seguiu fortalecendo o festival como um ponto de encontro para expressões culturais contra-hegemônicas.
Clene, a sacerdotisa desse espaço, ancestralizou em 2019, no entanto o projeto de memória da multiartista, ativista e educadora continuou. Seu legado de resistência foi eternizado em um livro póstumo intitulado “Sendo Maria Também, Que Destino Me Convém”, organizado por sua filha e com incentivo do FUNCULTURA, tendo sido acompanhado de diversas ações educativas e culturais, como espetáculos, lives e oficinas de leitura e escrita. Atualmente, reforçando a continuidade do projeto em 2023/2024, temos nos aproximado da Escola Livre de Museologia Política, nos matriculando em suas diversas formações que tem nos possibilitado diversas trocas, onde prosseguimos engajados nessa potente partilha de experiências com outros grupos e espaços de memória e ancestralidade.
Atualmente o poder público municipal novamente ameaça o patrimônio industrial e a memória social de nosso povo, agora, segundo fontes confiáveis, à serviço da especulação imobiliária. nesse sentido, a secretaria de obras construiu um laudo que autoriza a demolição total do prédio histórico, em função de interesses privados, sem observar a grandeza histórica da citada edificação.
Nesse sentido é urgente que se instaure um processo de tombamento e um plano de restauro do espaço, com a ciencia de todas as potencialidades desta edificaçãotão amada por nós.
07 junho 2022
marcolina
07 junho 2012
06 março 2012
III Porta da Índia de Cultura Livre
10 agosto 2010
Almanaque I
Fazer o quê?... boa oportunidade para o exercício do Buda-azul, da compaixão.
Que Deus nos dê saúde!
02 março 2009
Toto e o cinema (outros tijolinhos)

18 novembro 2008
'pensando na dimenção do lundu'.
tudo bom? quem escreve é raphael, o gringo, de santarém, pará. d'aqui a algumas horas, pego um barco para boím, uma vila de 150 famílias no alto tapajós. tem um grupo de teatro lá procurando um diretor...então, lá vou eu. a idéia agora é ficar para construir um ato de natal...porém, pretendo estar de volta em santarém por alguns dias em dezembro, para editar alguns artigos, etc et tal.
jurei pra varias pessoas aqui no brasil que esse ano, eu não me importaria mais com a eleição lá nos eua. mas acabei acompanhando de perto, e torcendo forte para o obama. nesse tempo todo, cheguei em pensar muito em que ele representaria no mundo, mas fiquei tão destraído - e tão desesperado com a possibilidade de ter uma presidente chamada sarah palin, que teria sido até pior do que o bush - que nem considerei o que significária para mim.
alguns dias antes da eleição, porém, já dava pra ter uma idéia. primeiro, porque a primeira questão que todo mundo faz para um norte-americano assumido no brasil (pois tem varias fazendo de conta de ser canadenses ou inglêses), desde a primeira vez que eu passei por aqui em 2002, sempre era "mas...você votou em bush?" até que, há uma semana atrás, no máximo, passou a ser "você votou em quem? votou naquele moreno? votou em obama?" já é um alívio enorme poder responder afirmar que votei no cara mais legal, em vez de não ter votado no facista.
sei muito bem que, pra chegar até esse ponto, o barack hussein já deveria ter vendido a alma varias vezes. por enquanto, estou resolvido a passar uma semana para só curtir a vítoria, depois volto a criticar-lo furiosamente. mas porra...que vítoria, né? os eua um presidente chamado "george walker" que mal sabe escrever o próprio nome. agora, temos um cara chamado "barack hussein" que pelo menos fala muito bem.
uma amiga minha que mora em boston, minha terra natal - e bastante conhecida como uma das cidades racistas do nordeste de lá - falou que, nessa quarta-feira, ela começou a cantar "we shall overcome", o hino do movimento negro do martin luther king, jr., num elevador junto com monte de gente desconhecida. na noite da eleição, não consegui falar com meu pai - velho progressista e apoiador de causas infelizmente perdidos - porque ele estava chorando de tanta felicidade. disse que, nos 60 anos que ele tem, ele nunca tinha visto um candidato igual, em quem ele realmente acreditava. uma amiga minha - poeta, lésbica, imigrante do haíti - disse que ela nunca sentiu tão orgulhoso de fazer parte dos estados unidos. é impressionante.
sei que eu vou chegar muito ficar decepcionado com ele. sei que, mesmo se ele quisesse, não daria para deconstruir séculos de tanta violência imperial. mas a possibilidade de ver um presidente inteligente, jovem, pensador, e sim, negro me emociona muito. a possibilidade que os estados unidos poderia até participar num dialogo internacional, de que a gente poderia ser um "bom vizinho" no ato, em vez do que na fala. que a gente poderia chegar a ser um país humilde, um país que atua com - em vez de contra - o mundo. o meu sonho é ver evo morales sendo recebido com um grande churrasco na gramada da casa branco. sei que não vai rolar. mas, por enquanto, estou sonhando muito mais levemente do que antes.
espero que esteja tudo ótimo com vocês...já na volta do alto tapajós, a gente se fala.
um grande abraço,
raphi
ps: fiquei super emocionado assistindo a eleição, mas só cheguei a chorar mesmo no dia seguinte, ouvindo "apesar de você." porra, cara...o chico acertou na mosca. imaginei cantando para a cara do bush...
--
Todo mundo tem o direito de viver cantando.
- Cartola
Rafhael "o gringo que fala" é gringo, rapper, educador, amigo... e participou do II porta da índia de cultura free.
12 abril 2008
oficina livre de teatro
"vai começar, vai começar, vai começar, vai começar...e rola o pinto, e rola o pinto, e rola o pinto, rola opinto, rola pinto..."
23 janeiro 2008
a grande sacada do II Festival

http://www.flickr.com/photos/portadaindia/
O coração é mais sábio do que a razão
por isso o grande avanço do II Festival em relação ao anterior foi:
A REDE AMARRADA NAS ÁRVORES EM FRENTE A CASA!
Muito ótimo! Acho que foi idéia do Cariry... parabéns pela iniciativa.
ass: Germano
http://www.flickr.com/photos/portadaindia/
FLICKR atualizado!

está sendo atualizado o nosso flíquer da Porta da Índia ! http://www.flickr.com/photos/portadaindia/
http://www.flickr.com/photos/portadaindia/
10 janeiro 2008
dias 11, 12 e 13 janeiro 2008 _ II FESTIVAL !

Então, vamos todos pra São José do Egito?
Quem já está lá, é só chegar na antiga USINA ....
as estórias tão começando a partir de sexta. Um ônibus alugado sai da Praça do Derby às 21h30....
Cada um pode participar da sua maneira.
Mais info no post abaixo...
Hoje estivemos no programa Sopa Diário, transmitido pela TV Universitária para todo o estado de Pernambuco. O programa foi todo dedicado ao Festival, com Anaíra, Luciana e Kelly participando da mesa e debatendo o tema com o empolgado Roger de Renor. Claro, o Sabiá Sensível, banda que nasceu durante o I Festival, ano passado, tinha que estar presente e cantou "José"/"O Caô do Caê".
a página de fotos está atualizada:
www.flickr.com/photos/portadaindia
depois eu boto essas fotos do Sopa Diário lá.... ASS: German Ra

07 janeiro 2008
convite para o II FESTIVAL PORTA DA INDIA

Gente, tá pra acontecer, a partir da sexta, o II Festival Porta da Índia de Cultura Livre lá em São José do Egito! Oportunidade para se encontrar e agitar o panorama cultural desta cidade, terra da poesia. O Festival traz a idéia de colaboração, de espaço aberto para as expressões culturais.
Equipamento de som vai rolar.
Quem estiver a fim de participar, fazer performance, etc.
a hora é agora! ( a gente precisa logo confirmar quem vai )
por email ou ligar por telefones de Anaira e Luciana
E vamosimbora pro Sertão do Pajeú!
II Festival Porta da Índia de Cultura Livre – São José do Egito/PE
O prédio da antiga Usina de beneficiamento de algodão, em São José do Egito, no Sertão do Pajeú, sedia nos dias 11, 12 e 13 de janeiro de 2008 o II Festival Porta da Índia de Cultura Livre. O encontro abre espaço para experiências livres na dança, música, teatro, literatura, vídeo, rádio, artes plásticas, alimentação natural, educação ambiental e economia solidária. O festival é realizado de forma independente e colaborativa.
Na edição de 2008, além das apresentações artísticas, o Festival realizará vivências em teatro, percussão, dança, vídeo, rádio, alimentação natural, ecologia, artesanato, desenho e literatura, onde serão incentivadas criações livres e compartilhadas. Um dos destaques do festival é o palco livre, onde qualquer pessoa canta, toca, recita, fala o que quer, da forma que quer.
Algumas atrações já estão confirmadas: Banda Sabiá Sensível (Recife), Os traquinas do Forró (São José do Egito), Recital de poesia (participação de Didi e Nõe de Job, Greg Marinho, Luciana Rabelo, Anaíra Mahin, Clene Macambira, Lara e tantos outros poetas), Media Sana, Contação de história com Érica Verçosa, dança com Adonai Sancho. Mais: Mateus Kabessovo, Paulinho do Amparo, Ravi, Geovani da Gaita, Arte dos Cacos, Vídeos do Ventilador Cultural e Telephone Colorido, mostra de fotografias de Moacyr Campelo, Carol Seabra e Célia, roda de capoeira, bloco Porta da Índia, Desenhos de Anderson Lucena , Luana Rabelo, Anaíra Mahin e João Eduardo.
O Festival surge como alternativa à cultura de massa - tão difundida pelas rádios e televisões comerciais –, possibilitando que a população conheça e experimente outras expressões, além, muito além, da programação televisiva e radiofônica que nos é imposta pelos monopólios midiáticos.
Terra da Poesia - São José do Egito, localizada a 404 km do Recife, é conhecida mundialmente pela sua gente, essencialmente criativa, lírica e engraçada. Berço da Poesia, Musa do Pajeú, Capital dos Repentistas, Terra dos Cantadores, São José do Egito, tão rica culturalmente, quase não dispõe de espaços de incentivo e difusão das expressões artísticas de seu povo (assim como em praticamente todas as cidades do interior brasileiro). Alguns poucos eventos são realizados esporadicamente na cidade e estes não abrangem todo o potencial artístico local. O único cinema da cidade, seguindo o caminho de outras salas de interior, há alguns anos tornou-se uma igreja evangélica.
SERVIÇO:
II Festival Porta da Índia de Cultura Livre
Data: 11, 12 e 13 de janeiro de 2008
Local: São José do Egito/ Pernambuco
Hora: o dia todo, todos os dias
Entrada: livre
Mais informações:
Anaíra Mahin (9158-8152)
Luciana Rabelo (9172-0995/ 3467-7649)
Germano Rabello, 8700 8665
COMO IR E ONDE FICAR:
ÔNIBUS - Estará saindo um ônibus do Recife, no dia 11 (sexta-feira), às 22h, da praça do Derby (ao lado do restaurante Recanto do Picuí). O retorno será na madrugada do domingo pra segunda-feira, chegando no Recife na segunda-feira de manhã cedinho. O valor ficará em torno de R$ 50,00 (ida e volta), dependendo de quantas pessoas confirmarem até quarta-feira.
ALOJAMENTO- Estará à disposição uma casa para hospedagem. Os interessados têm que levar colchão ou rede, e roupa de cama e banho, além de casaco pra noite.
19 junho 2007
filmografia II
"VIAGEM A "SÃO SARUÊ""Doutor mestre pensamento"
me disse um dia: - Você
Camilo, vá visitar
o país "São Saruê"
pois é o lugar melhor
que neste mundo se vê.
Eu que desde pequenino
sempre ouvia falar
neste tal "São Saruê"
destinei-me a viajar,
com ordem do pensamento
fui conhecer o lugar.
Iniciei a viagem
as duas da madrugada,
tomei o carro da brisa
passei pela alvorada
junto do quebrar da barra
eu vi a aurora abismada.
Pela aragem matutina
eu avistei bem defronte
a irmã linda aurora
que se banhava na fonte,
já o sol vinha espargindo
no além do horizonte.
Surgiu o dia risonho
na primavera imponente,
as horas passavam lentas
o espaço encandescente
transformava a brisa mansa
em um mormaço dolente.
Passei do carro da brisa
para o carro do mormaço
o qual veloz penetrou
no além do grande espaço
nos confins dos horizontes
senti do dia o cansaço.
Enquanto a tarde caía
entre mistério e segredo
a viração docilmente
afagava os arvoredos,
os últimos raios do sol
bordavam os altos penêdos.
Morreu a tarde e a noite
assumiu sua chefia,
deixei o mormaço e tomei
o carro da neve fria,
vi os mistérios da noite
esperando pelo dia.
Ao romper da nova aurora
senti o carro pairar
olhei e vi uma praia
ler, escrever e contar,
canta, corre, salta e faz
tudo quanto se mandar.
Lá tem um rio chamado:
o banho da mocidade,
onde um velho de cem anos
tomando banho e vontade
quando sai fora parece
ter vinte anos de idade.
Lá não se vê mulher feia
e toda moça é formosa
alva, rica e bem decente
fantasiada e cheirosa,
igual a um lindo jardim
repleto de cravo e rosa.
É um lugar magnífico
onde eu passei muitos dias
passando bem e gozando
prazer, amor, simpatia,
todo esse tempo ocupei-me
em recitar poesias.
Ao sair de lá me deram
uns pacotes de papéis
era dinheiro emaçado
notas de contos de réis
quinhentos, duzentos e cem
de cinqüenta, vinte e dez.
Lá existem tudo quanto é beleza
tudo quanto é bom, belo e bonito,
parece um lugar santo e bendito
ou um jardim da divina Natureza:
imita muito bem pela grandeza
a terra da antiga promissão
para onde Moisés e Aarão
conduzirão o povo de Israel,
onde dizem que corriam leite e mel
e caia manjar do céu no chão.
Tudo lá é festa e harmonia
amor, paz, benquerer, felicidade
descanso, sossego e amizade
prazer, tranqüilidade e alegria:
na véspera de eu sair aquele dia
um discurso poético, lá eu fiz,
me deram a mandado de um juiz
um anel de brilhante e de "rubim"
no qual um letreiro diz assim:
é feliz quem visita este país.
Vou terminar avisando
a qualquer um amiguinho
que quiser ir lá
posso ensinar o caminho,
porém só ensino a quem
me comprar um folhetinho.
FIM
11 maio 2007
links
beijins
Carolina
e outras que moacir tirou, pelo outro link, http://www.flickr.com/photos/portadaindia/!
(nesse estâo as do xou do sabiá sensivel.)
deliciem!
anaíra.
19/04/06 Vejam a reportagem no Pernambuco de A/Z!
08 outubro 2006
filmografia


DIREÇÃO: Geraldo Sarno
PRODUÇÃO: 1977
DURAÇÃO: 1h31m
ELENCO: Rubens de Falco, Nilo Parente, Jofre Soares, José Dumont, Magalhães Graça, Sura Berditchevski, Isabel Ribeiro e Conceição Senna.
SINOPSE: Delmiro Gouvêa, progressista Coronel nordestino do início do século XX, luta contra os ingleses pela instalação de pequeno parque industrial e pela construção da Hidroelétrica de Paulo Afonso. Livre.
PRÊMIOS: Melhor Roteiro (Orlando Senna e Geraldo Sarno), Trilha Sonora (J.Lins), XI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF; Grande Prêmio "Coral", Festival de Havanna, Cuba, 1979. Esse é o Filme que a gente viu em ksa!Xêru muleh de Deus!
15:1323/09/2006
10 agosto 2006
Adeus à Nossa Guerreira
Adeus a nossa Guerreira Clene Valadares Por Maria Farias Seu canto de liberdade, Sua luta persistente, Seu estímulo para os jovens Seguirem...
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Adeus a nossa Guerreira Clene Valadares Por Maria Farias Seu canto de liberdade, Sua luta persistente, Seu estímulo para os jovens Seguirem...


