São José do Egito... cá estou...
Trago pranto por causa da usina
O lugar que cresci, que fui menina
Da essência do que eu hoje sou
Tanta coisa essa gente degradou
Mas mamãe inda mora lá no mei
Se opondo ao poder de tanto rei
Pela vida levando essa lapada
‘‘Vim rever o lugar que fui criada
Senti tanta saudade que chorei’’.
Vem de vinte, essa bela estrutura,
E ta aí carregada de história
Do que há do passado só há glória
Nessa obra feliz da arquitetura
Essa usina banhada de cultura
Algodão que da nuvem me molhei
nela qu’eu fui gerada e me criei
Nessa vida precisa ser tombada
‘‘Vim rever o lugar que fui criada
Senti tanta saudade que chorei.’’
Uns pedaços do teto estão no chão
Feridenta é tez de minha usina
O poder de são zé a discrimina
Mas não tem nenhum pingo de razão
Se tivesse um poquim de coração
Num traria pra mim esse aperrei
A usina já cumpre a sua lei
Vou tentando cumprir minha jornada
‘‘Pois voltando ao lugar que fui criada
Senti tanta saudade que chorei.’’
Página usada para publicar informações relativas ao Memorial Usina de Algodão em São José do Egito.
03 janeiro 2006
muralha de metralha na porta de casa
cheguei hoje de recife em São José do Egito, estou em um estado de indignação, pasma com a situação que me deparo... Uma fachadada INTEIRA DERRUBADA. A grande quantidade de metralha me impossibilita de entrar em casa, minhas coisas estão lá. Uma construção de décadas com seus tijolos brutalmente partidos...
Estou sem condições de redigir um texto maior...
Estou sem condições de redigir um texto maior...
28 dezembro 2005
coração x coronelismo
essa semana foi punk, a prefeitura ''acoloiada'' com o poder judiciário foi derrubar um prédio que minha mãe mora há mais de vinte anos, um prédio antigo de uma usina de beneficiamento de algodão, minha mãe tava lá e quando(ou)viu foi a zuada do trabalhadores derrubando a parede...pegaram ela de surpresa, ela sozinha ''e Deus'', começou a tentar impedir a destruição... foi imoral! acabaram prendendo ela, uma prisão totalmente arbitrária ( quando fui lá em janeiro pecebi que todas as portas de casa tinham sido arrombadas e tambem algumas janelas). no momento eu estava em recife, uma vizinha da mamãe que me telefonou dando a notícia indignante, fiquei super aperriada e sai ligando pros amigos pra ver se alguem me ajudava, Joaquim, um amigo da receita federal, ligou pro secretário de obras e botou moral, dizendo que mainha era uma ativista conhecida mundialmente e que estava certissima em defender seu patrimônio, não só seu mas um patrimônio que a gente vem lutando pra que seja tombado... agora ela tá em Recife, mas acho q dia 28 estaremos indo pra lá gravar umas imagens daquela babilônia sertaneja, estou avisando aos amigos que vai chegar um dia da gente fazer um grande evento protesto lá na usina... penso que agora no fim do ano agente realise pelo menos uma mostra tematica de vídeo... com filmes que tenham relação com a questão do PATRIMÔNIO, algo que sensibilize a população; naradores de javé, cinema paradiso, fora o video documentário que já tamos fazendo sobre a história da usina, sua trajetória enquanto usina de beneficiamento de algodão, geradora de energia e centro cultural.
Raiz e asas!
Divulgem essa luta.
Abraço forte,
Anaíra Mahin.
Raiz e asas!
Divulgem essa luta.
Abraço forte,
Anaíra Mahin.
18 agosto 2005
"sob os pés da brutal estupidez"
Meu amigo onde está teu sangue azul
Não és rei te ilude a alva pele
O que manchas talvez também te mele
Não me ofenda ofendendo o pajeú
É mais belo dizer: tome no ku
Como um sábio ditado em chinês
Sendo a planta a respiração da tez
Quem destrói não é muito inteligente
Cai um pé de algaroba inocente
Sobre os pés da brutal estupidez.
Essa planta parente de bombril
Pois que tem mil e uma ultilidades
Vem comendo o pão que amassou hades
Alcançou essa terra de estiu
Africana trazida pro brasil
Que agora já fala matutez
Faz lembrar a revolta dos malês
Que ouvi duma negra resistente
Cai um pé de algaroba inocente
Sobre os pés da brutal estupidez.
Cai um pé de algaroba inocente
E eu volto a questão da realeza
Recordando uma história de tristeza
E trazendo a lição para o presente
Uma história passada no oriente
Que falava espanhol cum portuquês
Coroaram já tarde a bela Inês
Mas que hoje se encontrem novas porta
Que não mais caia essa sombra morta
Sob os pés da brutal estupidez.
Nessa terra de angico e baraúna
De juá, barriguda e mulungú
Vem o homem que arranca e deixa nu
todo solo pra ver se vira duna
Rogo, peço pra são bento do una
Pois são zé abalou-se de repente
Não enxerga um palmo a sua frente
E o dinheiro é que elege novos reis
Sobre os pés da brutal estupidez
Mais um pé de algaroba inocente.
Vem as leis naturais, o tsuname
E as leis imorais, desmatamentos
Enfrentar a força dos elementos
Faz o homem passar muito vexame
Ele próprio cultiva seu desmame
Mata mãe e irmãos, faz suas leis
Não percebe tamanha insensatez
E às vezes até se diz um crente
Cai um pé de algaroba inocente
Sobre os pés da brutal estupidez.
Não és rei te ilude a alva pele
O que manchas talvez também te mele
Não me ofenda ofendendo o pajeú
É mais belo dizer: tome no ku
Como um sábio ditado em chinês
Sendo a planta a respiração da tez
Quem destrói não é muito inteligente
Cai um pé de algaroba inocente
Sobre os pés da brutal estupidez.
Essa planta parente de bombril
Pois que tem mil e uma ultilidades
Vem comendo o pão que amassou hades
Alcançou essa terra de estiu
Africana trazida pro brasil
Que agora já fala matutez
Faz lembrar a revolta dos malês
Que ouvi duma negra resistente
Cai um pé de algaroba inocente
Sobre os pés da brutal estupidez.
Cai um pé de algaroba inocente
E eu volto a questão da realeza
Recordando uma história de tristeza
E trazendo a lição para o presente
Uma história passada no oriente
Que falava espanhol cum portuquês
Coroaram já tarde a bela Inês
Mas que hoje se encontrem novas porta
Que não mais caia essa sombra morta
Sob os pés da brutal estupidez.
Nessa terra de angico e baraúna
De juá, barriguda e mulungú
Vem o homem que arranca e deixa nu
todo solo pra ver se vira duna
Rogo, peço pra são bento do una
Pois são zé abalou-se de repente
Não enxerga um palmo a sua frente
E o dinheiro é que elege novos reis
Sobre os pés da brutal estupidez
Mais um pé de algaroba inocente.
Vem as leis naturais, o tsuname
E as leis imorais, desmatamentos
Enfrentar a força dos elementos
Faz o homem passar muito vexame
Ele próprio cultiva seu desmame
Mata mãe e irmãos, faz suas leis
Não percebe tamanha insensatez
E às vezes até se diz um crente
Cai um pé de algaroba inocente
Sobre os pés da brutal estupidez.
O mote é outro, mas é o mermo
"caiu um pé de algaroba indefeso
sob os pés da brutal estúpidez ."
(mote de lamartine passos)
Aí escrevi:
É tamanha no homem a ignorância
que faz merda fingindo que é o bem
os políticos nenhum respeito têm
com a terra agindo em discrepância
despertando no povo forte ânsia
de ver longe tão grande insensatez
afastar de São Zé a sordidez
de um prefeito que agride e sai ileso
caiu um pé de algaroba indefeso
sob os pés da brutal estupidez
Não se pode mexer com a natureza
a não ser por motivo bem sagrado
seu Evandro então tome cuidado
qualquer dia lhe vem uma surpresa
é a Mãe que com toda a sua pureza
vos aplica a lição de uma vez
não se queixe depois da escassez
quem faz isso devia era ser preso
caiu um pé de algaroba indefeso
sob os pés da brutal estupidez
Luciana Rabelo
sob os pés da brutal estúpidez ."
(mote de lamartine passos)
Aí escrevi:
É tamanha no homem a ignorância
que faz merda fingindo que é o bem
os políticos nenhum respeito têm
com a terra agindo em discrepância
despertando no povo forte ânsia
de ver longe tão grande insensatez
afastar de São Zé a sordidez
de um prefeito que agride e sai ileso
caiu um pé de algaroba indefeso
sob os pés da brutal estupidez
Não se pode mexer com a natureza
a não ser por motivo bem sagrado
seu Evandro então tome cuidado
qualquer dia lhe vem uma surpresa
é a Mãe que com toda a sua pureza
vos aplica a lição de uma vez
não se queixe depois da escassez
quem faz isso devia era ser preso
caiu um pé de algaroba indefeso
sob os pés da brutal estupidez
Luciana Rabelo
assassino serial do sertão
Além das inumeras mortes dos infelizes e hormonizados frangos de granja, Evandro (granjeiro e prefeito de sâo zé do egito) , traz novas vítima à sua lista... vem arrancando tudo quanto é pé de planta da cidade...
as aves artificias já matavam o povo de cancer, agora o povo vai morrer sem ar.
''cai um pé de algaroba indefezo
sobre os pés da brutal estupidez''
( lamartine passos)
protestem, povo!
( taí um mote bunito pra todo mundo glosá... )
ps: fiquei sabendo que ele arrancou até o pé de azeitona da rua do pé de azeitona...
as aves artificias já matavam o povo de cancer, agora o povo vai morrer sem ar.
''cai um pé de algaroba indefezo
sobre os pés da brutal estupidez''
( lamartine passos)
protestem, povo!
( taí um mote bunito pra todo mundo glosá... )
ps: fiquei sabendo que ele arrancou até o pé de azeitona da rua do pé de azeitona...
27 julho 2005
11 julho 2005
egito
recife 19 de maio de 86, nascia eu , mas como cristo fui levada por minha mãe (tambem maria) para o egito... não o egito das piramides gigantes... mas sim o egito das usinas... da minha usina de algodão... tendo são josé de padroeiro...
09 junho 2005
das coisas de transição




De manhã curso no senac, e hoje, acordei cum sorriso aberto pro dia de céu azul e inversão térmica, cochilos no onibus, mas na aula tava disposta. assistimos vários 'pinguinhos' de filmes, e me abre os olhos pra pequenas coisas como; cortes, ligações de sequências... pode até ser besteira pra quem já conhece, mas pra mim é uma grandississima descoberta.
Fiquei o tempo todo pensando no material que a gente já tem, e no bucado de coisas que podemos inda gravar... nas transições...
Pra completar, o danado do prof. inda usou um trecho de cinema paradiso, prum exemplo...
quase ensaiei um choro de costume, aquele cinema queimado é minha usina.
Fiquei o tempo todo pensando no material que a gente já tem, e no bucado de coisas que podemos inda gravar... nas transições...
Pra completar, o danado do prof. inda usou um trecho de cinema paradiso, prum exemplo...
quase ensaiei um choro de costume, aquele cinema queimado é minha usina.
07 junho 2005
canteiro de céu... nuvens e algodão
nuvens...
as nuvens são azuis?!
a flor da minha infancia
tão pequenina
pequenina flor menina nos canteiro da usina
onde eu corria, ria e brincava
de ''calcinha bunda rica''
sempre na saia da mãe
(que não usava calcinhas).
o povo depois da missa
passava cumprimentava:
- dona creonice! é seu menino?
pensavam qu'eu era menino,
pois tinha cabelos curtos e não tinha orelha furada.
calcada...
pernas pernas pés no chão
passavam...
e eu olhanva pras nuvens,
como toda criança do sertão
procurando chuva... d'água ou de tanajura
'' cai cai tanajura, que teu pai já morreu de gurdura,
tua mãe sou eu''...
enquanto nada caía...
(talvez caisse a tarde... )
eu brincava com as nuvens do canteiro.
as nuvens são azuis?!
a flor da minha infancia
tão pequenina
pequenina flor menina nos canteiro da usina
onde eu corria, ria e brincava
de ''calcinha bunda rica''
sempre na saia da mãe
(que não usava calcinhas).
o povo depois da missa
passava cumprimentava:
- dona creonice! é seu menino?
pensavam qu'eu era menino,
pois tinha cabelos curtos e não tinha orelha furada.
calcada...
pernas pernas pés no chão
passavam...
e eu olhanva pras nuvens,
como toda criança do sertão
procurando chuva... d'água ou de tanajura
'' cai cai tanajura, que teu pai já morreu de gurdura,
tua mãe sou eu''...
enquanto nada caía...
(talvez caisse a tarde... )
eu brincava com as nuvens do canteiro.
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