19 junho 2007

filmografia II

"VIAGEM A "SÃO SARUÊ"

"Doutor mestre pensamento"
me disse um dia: - Você
Camilo, vá visitar
o país "São Saruê"
pois é o lugar melhor
que neste mundo se vê.

Eu que desde pequenino
sempre ouvia falar
neste tal "São Saruê"
destinei-me a viajar,
com ordem do pensamento
fui conhecer o lugar.

Iniciei a viagem
as duas da madrugada,
tomei o carro da brisa
passei pela alvorada
junto do quebrar da barra
eu vi a aurora abismada.

Pela aragem matutina
eu avistei bem defronte
a irmã linda aurora
que se banhava na fonte,
já o sol vinha espargindo
no além do horizonte.

Surgiu o dia risonho
na primavera imponente,
as horas passavam lentas
o espaço encandescente
transformava a brisa mansa
em um mormaço dolente.

Passei do carro da brisa
para o carro do mormaço
o qual veloz penetrou
no além do grande espaço
nos confins dos horizontes
senti do dia o cansaço.

Enquanto a tarde caía
entre mistério e segredo
a viração docilmente
afagava os arvoredos,
os últimos raios do sol
bordavam os altos penêdos.

Morreu a tarde e a noite
assumiu sua chefia,
deixei o mormaço e tomei
o carro da neve fria,
vi os mistérios da noite
esperando pelo dia.

Ao romper da nova aurora
senti o carro pairar
olhei e vi uma praia
ler, escrever e contar,
canta, corre, salta e faz
tudo quanto se mandar.

Lá tem um rio chamado:
o banho da mocidade,
onde um velho de cem anos
tomando banho e vontade
quando sai fora parece
ter vinte anos de idade.

Lá não se vê mulher feia
e toda moça é formosa
alva, rica e bem decente
fantasiada e cheirosa,
igual a um lindo jardim
repleto de cravo e rosa.

É um lugar magnífico
onde eu passei muitos dias
passando bem e gozando
prazer, amor, simpatia,
todo esse tempo ocupei-me
em recitar poesias.

Ao sair de lá me deram
uns pacotes de papéis
era dinheiro emaçado
notas de contos de réis
quinhentos, duzentos e cem
de cinqüenta, vinte e dez.

Lá existem tudo quanto é beleza
tudo quanto é bom, belo e bonito,
parece um lugar santo e bendito
ou um jardim da divina Natureza:
imita muito bem pela grandeza
a terra da antiga promissão
para onde Moisés e Aarão
conduzirão o povo de Israel,
onde dizem que corriam leite e mel
e caia manjar do céu no chão.

Tudo lá é festa e harmonia
amor, paz, benquerer, felicidade
descanso, sossego e amizade
prazer, tranqüilidade e alegria:
na véspera de eu sair aquele dia
um discurso poético, lá eu fiz,
me deram a mandado de um juiz
um anel de brilhante e de "rubim"
no qual um letreiro diz assim:
é feliz quem visita este país.

Vou terminar avisando
a qualquer um amiguinho
que quiser ir lá
posso ensinar o caminho,
porém só ensino a quem
me comprar um folhetinho.
FIM
Este folhete acha-se registrado sob números 7989 a 7993, e garantido pelo Artigo 153, parágrafo 25 da nova Constituição Federal.

11 maio 2007

links

Algumas das fotos do 1° Festival lá na Usina, que rolou em Janeiro de 2007, podem ser vistas pelo link: http://www.flickr.com/photos/seabrindo/

beijins
Carolina


e outras que moacir tirou, pelo outro link, http://www.flickr.com/photos/portadaindia/!
(nesse estâo as do xou do sabiá sensivel.)

deliciem!
anaíra.


19/04/06 Vejam a reportagem no Pernambuco de A/Z! 

http://www.pe-az.com.br/especiais/usina_algodao.htm

08 outubro 2006

filmografia




Coronel Delmiro Gouvêa
DIREÇÃO: Geraldo Sarno
PRODUÇÃO: 1977
DURAÇÃO: 1h31m
ELENCO: Rubens de Falco, Nilo Parente, Jofre Soares, José Dumont, Magalhães Graça, Sura Berditchevski, Isabel Ribeiro e Conceição Senna.
SINOPSE: Delmiro Gouvêa, progressista Coronel nordestino do início do século XX, luta contra os ingleses pela instalação de pequeno parque industrial e pela construção da Hidroelétrica de Paulo Afonso. Livre.
PRÊMIOS: Melhor Roteiro (Orlando Senna e Geraldo Sarno), Trilha Sonora (J.Lins), XI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF; Grande Prêmio "Coral", Festival de Havanna, Cuba, 1979. Esse é o Filme que a gente viu em ksa!Xêru muleh de Deus!
15:1323/09/2006




10 agosto 2006


usina amarela
a igreja escura
e as portas de memória
feito fumaça de trem
trem de Ascenso
"com vontade de chegar"


dona sebastiana vai fazer 90 anos, trabalhava na usina mais seu marido... disse que do tempo dela só tem ela mermo, só ela que conte a história... mora no bairro são joão e guarda as poucas fotos antigas que a ela chegaram. essa foto dela foi tirada por theo, em julho deste ano lá na casa dela.
Utilidade
Sábia
Inconsequência
Nobre
Ame!

assim escreveu Andrea Rabelo no mutirão de pintura que fizemos nas paredes da usina.

07 agosto 2006


Essa é a camisa de nosso I Festival Porta da Índia de Cultura Livre. Essa daí foi salpicada com tinta cinza, nas margens da criatividade de Marcílio filho de Mãe Regina da "rua da igreja".

O processo das camisas é todo artezanal, na base da "serigrafia guerrilheira" de Paulinho de Iza do Amparo e da improvisação do "JAZZ". Fiz o desenho, Paulinho fez a tela me ensinando, e as impressões ficam por conta nossa e pro mundo.

Esse será o primeiro festival desse tipo na região, e pretendemos que seja anual. As datas previstas são 12/13/14 de janeiro de 200VI.

05 abril 2006


O artista plástico e pessoa pessoa e ilustre, hoje acíduo frequentador da universidade rural de pernambuco, Olavo Adolfo, morou um tempo danado na usina...
Ele até se apaixonar por minha mãe se apaixonou, e ficava cantando cantigas de Caetano... velando uma paixão platônica, de passagem pelas janelas de seu Inácio, dona Rita e vovó teta... ''esse amor assim delicado, você pega e despreza''... Mainha, (apesar das militancias, dos ativismos, dos 32 países na vivência...) 'toda rua da igreja', Olavo, 'todo cerveja' (pra num dizer do mais)... Sonhava Olavo, no Almodovar ''rapte-me camaleoa'', enquanto mainha Clenice na 'madureza do verde Tornatore'... Uma igualdade sutil das diferenças.
Uma bela história.

15 março 2006

''por que ela é tão amada''

criaram uma comunidade no orkut, ''eu amo a calçada da usina'', lá veio a pergunta ''porque ela é tão amada?''...
amor se explica?

repondi:

implica demais não amar
usina de contruir-se
uma tambem usina uzona,
que a gente fica aflito
com tanto desamor
cercando o conflito.
mas, o que é bonito
o que é de lei,transcedental...
da rasteira no rei, no mal...
mostrando ao rei... eu nem sei...
um outro tipo de poder.

03 fevereiro 2006

''Monumentos são parte do patrimônio cultural de um povo ou de uma nação, eles servem como um elo entre presente e passado dando um sentido de continuidade. A preservação do patrimônio pressupõe um projeto de construção do presente, e por isso vale a pena na medida em que este patrimônio esteja vivo no presente, vivo para que as pessoas que o cercam possam de algum modo usufruir dele. Esta reintegração pode unir o corpo e a alma da cidade, fazendo com que um prédio ou uma praça faça sentido para nossos olhos modernos''.

www.comciencia.br/reportagens/memorial/02.shtml

capoeira na porta da índia

Adeus à Nossa Guerreira

Adeus a nossa Guerreira Clene Valadares  Por Maria Farias Seu canto de liberdade, Sua luta persistente, Seu estímulo para os jovens Seguirem...